CANTO DE FRASSINO

Os meus horizontes são de Vida e de Esperança !

Textos

ODE À «EUROPA DE ALMA VIVA»
“No Dia da Europa 2020”

Tu, ó Europa, que na história te tornaste,
Durante séculos, invencível e imperadora -
Sem que almejasses aquele Sonho que tiveste -
Quando é que soará finalmente a tua hora?

(O teu mítico Nome emergiu do seio do mar,
Daquele mar Oceano que te foi refrigério,
E arrastando contigo outros povos a brilhar
Conseguiste por eles um estatuto de Império.)

Se dos teus quatro Reinos pouco já sobeja
E as tuas Naus se tornaram insuficientes
Terás de arranjar novas Asas, sem inveja,
Indo à procura de um Império noutras frentes.

Lançada foi aos quatro ventos da aventura
A nova terra com Semente que s´ alevanta;
Cumpre agora, p´ las luzes da razão segura,
A safra da colheita que teu Futuro encanta.

Tu, ó Europa, não fraquejes em tal combate
Nem te impressiones pela tua concorrência,
Pois nunca te faltou ´té hoje o engenho e arte,
E atingirás por certo o Cume da tua essência.

Não precisas de falsos profetas e magias,
Mas sim pegar p´ los chifres o toiro enraivecido
Que tentará, por labirintos e atropelias,
Impedir que o teu Reino brilhe enriquecido.

Dentro de ti, Europa, mora o condimento
De um capital humano, que é ponta-de-lança
E a melhor garantia do teu fiel talento
Que em cada dia é uma Luz e uma esperança.

Acusam-te, ó Europa, de falta de horizonte
E, na hora dos impasses, de falta de coragem;
Avante e que, na mente dos euro-nautas, desponte
Aquela chama que te ilumine na Viagem!

Dois mil e vinte – eis o Ano! – É o ano da Verdade!
Todos somos poucos e esta é a Hora Solidária
E há que dar as mãos… mas com honestidade
Para vencer de vez a Crise “quarentenária”…

Distinta Europa, honrada Europa, o que ganhas
Na tua demora em retirar todas as máscaras
Que te impedem de ver, bem claro, as artimanhas
Que os teus adversários te querem tornar caras?

Nas grandes frentes das tuas ingénuas esperas
Sempre lutaste com arreganho para vencer…
Esta é a Hora de destroçar todas as quimeras,
Desde que acendas o teu brio e o teu Querer.

Sursum corda, ó Europa, ó Ala dos Namorados
Que ao Leme vai da tua Barca colectiva;
E nós, ó Europeus, fiéis dos-quatro-costados,
Sursum corda, neste Projecto de Alma-Viva!
  

Frassino Machado
In OS FILHOS DA ESPERANÇA
FRASSINO MACHADO
Enviado por FRASSINO MACHADO em 09/05/2020
Alterado em 09/05/2020


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