CANTO DE FRASSINO

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Meu Diário
04/12/2006 15h02
O CONQUISTADOR APOSTÓLICO
No âmbito da Igreja Católica ocorreu, na semana transacta, um dos maiores feitos de que há memória. Foi seu protagonista nada mais nada menos que o Papa Bento XVI.
O sucesso da sua visita à Turquia foi, a todos os níveis, notável. Matou “dois coelhos” de uma só cajadada, como diz a sabedoria popular. De um só folgo atingiu plenamente os seus dois objectivos previstos para esta Visita Apostólica: debelar, diplomaticamente, o famigerado contencioso com o mundo islâmico que – desnecessariamente – havia sido criado inadvertidamente um mês antes, aquando da sua visita à Alemanha e concretizar uma aproximação dialogante e concreta com a Igreja Ortodoxa Oriental, principal desiderato apostólico projectado para o seu Pontificado.
Podemos dizer que esta sua deslocação à Turquia foi um grande sucesso mais pelo facto de ela ter ocorrido num contexto de grande crispação e de grande frieza para com a sua própria pessoa. Em menos de três dias, anulando todos os temores à volta do evento, Bento XVI conseguiu impor a sua personalidade e prestígio perante o mundo não católico e, direi mesmo, perante todos os sectores descrentes da sua própria Igreja que, quer queiramos quer não, guardava no seu íntimo uma séria reserva para com o Pontífice.
Não esqueçamos que ficara uma como que subreptícia decepção na sequência da sua eleição como Papa. Falara-se mesmo, nos bastidores do Conclave, na forma algo estranha como Ratzinger se “impôs” aos seus pares, valendo-se da sua alta experiência e prestígio no interior do Vaticano. Tratar-se-ia, portanto, de um verdadeiro “tráfico de influências” à boa maneira de meandros caciqueiros.
A serem verdadeiros tais boatos, com esta enorme vitória diplomática e não só, o Papa eliminou dum só folgo essa suspeitosa vaga de fundo contra o seu real valor e competência.
E se ele ja havia sido, durante o Pontificado de João Paulo II, o renitente “Cardeal Guardião da Fé” tornou-se com este inalienável sucesso o “Conquistador Apostólico” da Cidade Eterna.
E que melhor carisma para o seu Líder Espiritual poderá uma Igreja ( como a Católica ) ambicionar ?

prof. Assis Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 04/12/2006 às 15h02

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