CANTO DE FRASSINO

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Textos

A POESIA NO AR
Sessão do poeta Giesta, no Baldaya

A Poesia esteve no ar
Nas palavras que vivas fluíram,
Fluem e sempre fluirão.
O espaço, mesmo que pequeno,
Deixou-se vencer pelo tempo que faltou
Mesmo que sem inspiração:
Onde dois ou mais poetas
Se reúnem pela convivência
Aí a Poesia se manifesta.

Falta inspiração? Talvez não
Porque o que nela falta
Sobra na fala e na emoção.
Entreabriram-se palavras poéticas
Sim, palavras carregadas
De dizeres e de movimento
Que, vindas de fora,
Ferveram por dentro

Pela ausência da métrica e da rima
Atempou-se uma fluência oportuna
Naquela música das bocas.
E o ritmo e o som ali se impuseram
No ritual revelado das intenções
E a sombra do silêncio que pairou
Fez-se, na maré insuspeita
De ingénua criatividade,
Ao largo de um bem-estar
Partilhado e convivente.

Entre o poeta, a obra e o leitor,
O verdadeiro bom leitor,
Há também o ouvidor
Que partirá por caminhos insuspeitos
À busca de nova praia
Onde possa semear.

E, a propósito deste acto
No belo Palácio Baldaya,
Pairou, entre tímidas sombras,
Um tal poeta Miguel Faia

A Poesia esteve no ar, sim,
Naquele corpo selvagem
De sagaz cumplicidade  
Heureca!
Aqui, aqui mesmo, mora o Parnaso,
Digam, pois, a todas as musas
Que podem ir embora!

Frassino Machado
In AS MINHAS ANDANÇAS
FRASSINO MACHADO
Enviado por FRASSINO MACHADO em 22/10/2018
Alterado em 22/10/2018


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