CANTO DE FRASSINO

Os meus horizontes são de Vida e de Esperança !

Meu Diário
03/11/2008 06h24
Da Comunicação Vieirina do prof. Assis Machado

Caro Frassino,
Já li o seu texto e devo dar-lhe os parabéns pelo seu conteúdo.
Só vi dois problemas;
1. - Deve referir em nota-de-roda-pé os livros que cita: autor, livro (em it.), cidade, editora, ano e página;
2. - Na primeira página refere que p. A. Vieira pertence ao século das luzes. Este é o século XVIII, e PAV viveu no século XVII. O Iluminismo é a crença no poder absoluto da razão e PAV está mais ligado à profecia e ao providencialismo que ao racionalismo (este só em parte).
Pronto, os meus parabéns de novo
Um grande abraço
Miguel Real


Publicado por FRASSINO MACHADO em 03/11/2008 às 06h24
 
10/07/2008 11h27
CONGRESSO INTERNACIONAL VIEIRINO

CONGRESSO INTERNACIONAL PE. ANTÓNIO VIEIRA
( 18 – 21 de Novembro )

PROPOSTA DE COMUNICAÇÃO
prof. Assis Machado

Tese : « VIEIRA – LUTADOR PIONEIRO DOS DIREITOS HUMANOS»

A - Resumo da Comunicação:

A formação de base do Padre António Vieira, iniciada cerca dos quinze anos na cidade de São Salvador da Bahia, assenta estruturalmente numa dinâmica profundamente humanista e socio-política.
Basicamente a sua evolução sempre se pautou por uma visão abrangente dos problemas do mundo na qual ele projectava uma inalienável vontade de intervenção, no sentido da conquista das melhores soluções para a sua regeneração.
As qualidades da sua forte personalidade sempre lhe marcaram o evoluir das suas posições: a honradez, a pertinácia, a disciplina, a frontalidade e a resistência. O seu sentido de serviço a favor dos outros inculcou-se-lhe de uma forma genuína no seu temperamento espontâneo.
Jamais, mesmo em circunstâncias cruelmente adversas, virou a cara à luta, imensas vezes desigual. Genericamente nunca quis aproveitar-se da influência dos ricos e poderosos, antes pelo contrário. A sua prolífera inteligência e cultura, aliadas a um forte conhecimento do género humano, nomeadamente das classes privilegiadas, bastavam-lhe sempre como armas a favor dos mais nobres combates.
Se alguma vez recorreu a este método fazia-o frontalmente com um único desiderato: defender aqueles que na sua opinião mais eram perseguidos e explorados. Estavam neste campo os Índios, os Negros, os Judeus e Cristãos Novos, isto é, todos os explorados e injustiçados.
Podemos concluir, à luz dos aspectos referidos que toda a existência humana de António Vieira, comprovada pela experiência riquíssima de toda a sua acção social, política e ideológica, não esquecendo o largo património do seu espólio literário, fizeram dele incontestavelmente um dos primeiros lutadores pioneiros dos Direitos Humanos.

B - Área Temática – “Pe. António Vieira e a Acção Política”


C - Nota Biobibliográfica

Biografia breve:

- Ano de 1623. É neste ano que Vieira se sente inclinado à vida religiosa missionária e entra para a Companhia de Jesus;
- Em 1624 vai para a aldeia de S. João da Mata para aprender Línguas nativas;
- Em 1625 decide dedicar-se ao serviço dos Índios e dos Negros;
- Em 1638, no cerco de S. Salvador pelos Holandeses, presta serviço cívico aos resistentes feridos e moribundos;
- Em 1643 propõe ao rei que sejam atraídos a Portugal todos os mercadores judeus exilados e dispersos pelos diversos países europeus;
- Em 1644, em Setembro, é nomeado Pregador Régio e os seus honorários destinados às Missões;
- Em 1646 é nomeado embaixador para a causa do Reino. Alia-se em Haia às Comunidades Hebraicas e manifesta-se a favor dos direitos dos Judeus em Portugal, contra a Inquisição;
- Em 1647 resume a D. João IV as principais razões que afligem os Cristãos Novos em Portugal;
- Em 1649, criada a Companhia Geral de Comércio do Brasil, consegue a isenção dos Cristãos Novos, mesmo contra a opinião da Companhia de Jesus;
- Em 1653, inicia uma actividade intensa de missionação, pelo interior do Brasil, falando já sete idiomas nativos;
- Em 1655, consegue a aprovação pelas Cortes do Regime dos Índios Livres;
- Em 1661 Vieira nega à Câmara do Pará entradas ao interior para fazer escravos, sendo expulso para Portugal por essa razão;
- Neste mesmo ano Vieira insiste com o rei D. Pedro II, para que se sobreponha à Inquisição no tocante à questão Judaica;
- Em 1674 são realizadas Cortes nas quais, por sua influência e empenho, tomam lugar os representantes dos Cristão Novos. Estes conseguem ver aprovado o direito a recurso contra o voto das Cortes;
- Em 1675 Vieira faz, pelo Reino de França, intensa campanha a favor dos Judeus e dos seus direitos de cidadania;
- 1690, apesar de fatigado e um pouco desiludido, Vieira ainda promove as Missões a favor dos Índios do Sertão da Bahia, com o lucro dos seus livros;
- Em 1694, perante a proposta paulista da transferência dos índios forros para a administração colonial, Vieira pronuncia-se vigorosamente a favor da “liberdade dos Índios”. A sua opinião acolhe o apoio da Corte de Portugal.

Títulos Relevantes

- António Vieira, CARTAS, Liv. Sá da Costa, 2.ª Ed., Lisboa 1997
- António Vieira, Escritos Históricos e Políticos, Coord. de Alcir Pêcora, S. Paulo 1995
- Hernâni Cidade, Pe. António Vieira, Editorial Presença, Lisboa 1985
- J. Lúcio de Azevedo, História de António Vieira, Clássica Editora, 3.ª Ed., Lisboa 1992
- J. Lúcio de Azevedo, História dos Cristãos-Novos Portugueses, Clássica Editora, 3.ª Ed., Lisboa 1989

D - Francisco de Assis Machado da Cunha
Rua Pêro Vaz de Caminha, n.º 17 – 2º Fte
Porto da Paiã
1675-202 Pontinha
machadofrassino@gmail.com
214781231 / 938450578
Externato Bartolomeu Dias – Sta. Iria de Azóia

E - Identificação :
n.º do Bilhete de Identidade – 1821560
n.º de Id. Fiscal – 114755124

*

Francisco de Assis M. Cunha
Licenciado em Ciências Historico-Filosóficas


Publicado por FRASSINO MACHADO em 10/07/2008 às 11h27
 
03/07/2008 09h32
COLABORAÇÃO INTERNACIONAL

CONCURSO ITALIANO LITERÁRIO «IL CONVIVIO 2008»

Fomos convidados mais uma vez – pelo Director da revista Italiana IL CONVIVIO – para integrar o Juri de Avaliação dos Trabalhos concorrentes ao PRÉMIO INTERNACIONAL IL CONVIVO 2008, nas modalidades de Poesia e Conto respectivamente, em Língua Portuguesa e Espanhola. Agradeço sensibilizado a confiança e a honra de que fui alvo por parte do escritor e poeta italiano Angelo Manitta. Eis a respectiva Carta recebida hoje mesmo
:
“Carissimo Frassino Machado, ho il piacere che anche quest’ anno tu faccia parte della giuria del Premio IL CONVIVIO, mi auguro che la cosa anche a te gradita, perciò ti ínvio
i Testi da examinare per il Concorso IL CONVIVIO 2008 nella sezione in língua portoghese e spagnola. Il voto va dato da 40 a 100 e appena hai pronti i risultati me li fai avere,
comunque, se possibile, entro il mese di Juglio.
Se lo gradisci, inviami poesie di altri autori per i prossimi numeri del Convivio. Ringraziandoti perl a tua cortesia e collaborazione, ti porgo sentiti saluti.”

Angelo Manitta,
Presidente de l’ Accademia Internazionale “IL Convivio” e della Rivista “Il Convivio”


Publicado por FRASSINO MACHADO em 03/07/2008 às 09h32
 
03/07/2008 07h26
A UM LOUCO ... OUTSIDER


Eu não sei nunca, quando é que a tua loucura
É a verdade que eu não posso suportar.
Eu não sei mesmo se a minha razão
Me prende o pensamento
E a tua é a ponte para voar.
Assustas-me e fascinas-me.
Em ti, há um olhar perdido no infinito;
Em mim, há a possibilidade de ver só até
Onde a vista alcança....
Quando te vejo sorrir, quando te vejo brincar
Como criança, quando falas de coisas que eu sinto,
Mas não posso entender,
É como uma música dum Mundo perdido, mas que foi...
É como aquele pássaro que existe,
Mas que existe porque a gente o espera...
Olho-te e tento compreender.
(Porque fui educado para compreender e não para olhar).
Mas quando, em certos momentos, como faíscas
E raios de uma outra luz, eu «vejo mais» ...
Ah! Lá, quando eu me dispo das minhas «verdades»,
Dos meus «uniformes» e das minhas «razões»;
Lá, nesse teu mundo, que é loucura, dor, alegria,
Beleza, ternura, violência, amor e delicadeza;
Aí, quando me encontro contigo, mesmo contigo,
Apetece-me abraçar-te, fazer-te festas nos cabelos...
E ficar assim... Só assim..
Cantar-te uma canção de embalar e dizer-te:
Deixa lá! Eu também não entendo...


Júlio Roberto


Publicado por FRASSINO MACHADO em 03/07/2008 às 07h26
 
26/06/2008 07h47
RESPOSTA A MISSIVA

Caro Frassino,
Obrigado p'ela rectificação. Já emendei a data de o6 para o8. Muito, muito obrigado.
O que posso dizer sobre as suas críticas senão que tem razão. Peço, no entanto, para ser suficientemente indulgente para perceber que quando se escreve um ensaio não se pode pôr tudo. Seleccionam-se as matérias de que se tem mais forte conhecimento, outras, consideradas essenciais,que se investigam e, depois, tem de se fechar a porta a inúmeras materias que se consideram importantes, sem dúvida, mas acessórias para a defesa da tese. Foi isso que eu fiz. O Frassino diz que faltam elementos antropológicos do Leite de Vasconcelos (é verdade); outros, dizem que falta desenvolver o liberalismo; outros, ainda, dizem que devia a aprofundar a 1ª República; outros, finalmente, criticaram-me porque não desenvolvi suficientemte o Marquês de Pombal e o Absolutismo. Se tudo isto desenvolvesse, precisaria de 500 pp. e a editora tinha-me dado 100, que ultrapassei.
O "Complexo Torquemada" desenvolvi-o no "canibalismo" (ou "vampirismo", como gosta mais).
Vou, porém, guardar a carta do Frassino, que agredeço reconhecidamente,  e, caso haja uma terceira edição e possa acrescentar umas vinte ou trinta pp. tentarei corresponder às suas críticas.
Um grande, grande abraço
Miguel Real
 
PS: - Vou para fora uma semana.


Publicado por FRASSINO MACHADO em 26/06/2008 às 07h47



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