CANTO DE FRASSINO

Os meus horizontes são de Vida e de Esperança !

Meu Diário
06/07/2006 14h05
CAÍU A NOITE NA BAVIERA
Mais uma vez se cumpriu a tradição. Na « hora da verdade » a missão portuguesa que todos ansiáva-mos falhou. Causas ? Pois ... O combate ocorreu mas foi "impreciso", "inconsequente", "intermitente", embora tenaz, mas não forçante ! Faltou talvez aquela energia de antes quebrar que torcer, como
noutras alturas já demonstrámos. Mas, enfim, deixo uma interrogação: será que o exemplo deixado pelos «nossos homens», na frente da batalha, teve
correspondência na rectaguarda, isto é CÁ ? Isto é, em cada um de nós ? Pois!!! Metamos a mão na consciência e não sejamos hipócritas ! Assim, aquele princípio basilar dos "vazos comunicantes" jamais funcionará... e palavras leva-as o vento!
Neste contexto determinista – que não pessimista – que tracei acreditem que o nosso sonho colectivo não passa de balofo... não tem substância, nem conteúdo. É como aquelas modas que chegam e que vão conforme o apetite de circunstância ! Todavia, resta-nos ainda a última palavra: um lugar no pódio que, quer se queira quer não, é o lugar dos eleitos. Façamos força consistente para que esse desiderato vire realidade.
Caiu a noite na Baviera mas não deixemos que ela caia na nossa alma, na nossa vontade e na nossa determinação. Façamos desta Campanha em terras germânicas um ponto de partida para novas iniciativas colectivas... a começar pelos sítios do nosso quotidiano.

Frassino Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 06/07/2006 às 14h05
 
04/07/2006 19h30
A TERTÚLIA DA COPA DO MUNDO
Excelsa tarde de 1 de Julho. Eram dezasseis horas em ponto. Todos os espíritos lusitanos – quer entre os mais novos, quer entre os mais velhos – estavam presos à germânica terra de Gelsenkirchen. Ali se iria travar uma das mais dramáticas batalhas futebolísticas de que há memória. Efectivamente, entre as hostes inglesas e o esquadrão luso, comandado pelo generalíssimo Scolari, o equilíbrio de forças era mais que evidente. A sorte estaria obviamente do lado de quem mais sangue frio patenteasse. Ora, naquela tarde, dois países pararam para ver com toda a atenção o desenrolar dos acontecimentos. Na Inglaterra onde, bem no íntimo, era esperada a desforra da eliminação do Euro transacto, bastante mal digerido pelos filhos de Sua Majestade, como tem sido de tradição. Em Portugal, onde a crença numa nova façanha era evidente sentia-se em toda a gente uma onda de energia patriótica. Este cenário, como se pode calcular, veio condicionar a realização de mais uma Tertúlia Poética. É que, pelo evoluir desta presente Copa do Mundo, talvez pouca gente no nosso país tenha equacionado a presença da nossa esquadra desportiva nos quartos de final. Daí que, à hora do começo do jogo na Alemanha, não se vislumbrava pelas ruas de Lisboa e, muito menos, nas proximidades do auditório da Gomes Pereira, viva alma. Toda a gente se recolhera a casa, ou às boxes ( como se diz em gíria desportiva ) para, na concentração e no silêncio da sua pessoa ou no sossego de um grupo de amigos, assistir ao desenrolar deste misterioso ritual. A hora e meia convencional daquele prélio não foi suficiente para que qualquer das equipas violasse sequer a área das balizas. Por altos e baixos, por vais e vens sucessivos dos contendores, por emocionantes nuanças e ritmos, na direcção quer de um como de outro lado, o tempo ditou a sua lei e o previsível prolongamento teria que acontecer. A equipa lusa, todavia, teve do seu lado uma vantagem inesperada. Quase metade deste referido tempo usufruiu, por força da expulsão de um dos seus elementos, de mais uma pedra no seu xadrez. Contudo, este facto nunca traduziu uma superioridade nítida da equipa das quinas perante a dos britânicos.
Entretanto, a hora de subir o pano da Tertúlia estava eminente. Iam chegando pouco a pouco algumas pessoas com actuação marcada e outras, por ironia do destino, já nem sequer tiveram força para saírem de casa. Decorria o nervosismo do prolongamento. Gastavam-se as vitaminas volitivas do quotidiano, o sol aproximava-se do fim do horizonte e ... nada. Foi preciso mudar estratégias, tácticas, disposições anímicas, atitudes e gestos corporais... para que não houvesse lugar ao entorpecimento da alma. E, no fim de tudo, a fatalidade das grandes penalidades. A tradição veio à tona da água e, com ela, a suspeição e o medo de falhar. Foi aqui que assentou arraiais o génio da lusitanidade. Tudo calmo, compenetrado e convicto da certeza de ganhar... do outro lado, o fantasma e a tremedeira dos bretões. Foi-se a Tertúlia, nos seus ditames, mas ficou para os lusos a conquista da façanha já sonhada.

Frassino Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 04/07/2006 às 19h30
 
29/06/2006 20h42
PARA QUANDO O CHOQUE CULTURAL ?
A propósito da publicitação de um Site de "permutas de professores", isto é, de um falso humanitarismo!
« ...o que se me presume que seria de maior utilidade e, quem sabe, de maior proveito, era um Site que oferecesse oportunidade de permuta não de local mas, sim, de "estado profissional". Eu acho que aqui reside a maior densidade e dramaticidade do descontentamento de cada um dos que se não sentem bem, não lhe parece ? Numa primeira instância estão pior os que nem local têm para exercer seja o que for... Mas hoje em dia, em Portugal, tanto no professorado, como em qualquer outro ramo, para lá do deslocamento há que encarar de frente ( mas bem de frente ! ) a questão da própria identidade, que é como quem diz, da Vocação. Aliás, isto não vem de agora ... já a célebre geração de "Os Vencidos da Vida", no dizer de Oliveira Martins, em "História da Civilização Ibérica", se lamentava tristemente deste "desenraizamento"... se é que assim se pode classificar o presente fenómeno. O que faz falta, hoje em dia ( e não é só a minha opinião !? ) é um autêntico «choque cultural», que é como quem diz, a tal lufada de ar fresco que dê vida a uma nova maré de ideias !!! » Frassino Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 29/06/2006 às 20h42
 
27/06/2006 05h41
EIS-ME DE ALERTA ( ! ) EM PLENO EXAME ...
Sala de Professores de uma Escola Secundária - neste caso Externato Bartolomeu Dias - em situação de quarentena ( tipo bombeiro, para acudir a algo de anómalo que possa ocorrer !... ) Não se trata de "serviço de incêndio" propriamente ... quer dizer há de facto INCÊNDIO na mente dos examinados ! Estão nas salas fazendo as Provas de Exame Nacional! «Matemáticas Aplicadas às Ciências Sociais» está, a esta hora "queimando a alma" de todos os alunos. E são duas horas e meia de sacrifício... para quem faz, para quem vigia e, como é óbvio, para quem de quarentena procura "matar o tempo" da forma mais agradável possível ! Frassino Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 27/06/2006 às 05h41
 
24/06/2006 16h44
A MINHA ACTUAÇÃO NA FESTA DA “CASA DE TRÁS-OS-MONTES”
Às 22 horas de ontem - véspera de S. João - foi a minha vez de actuar como artista na sua Festa anual. O local foi o auditório da Junta de Freguesia de S. João de Deus, em Alvalade. Tendo sido convidado pelo Sr. Fernando Marinho – director da dita Casa de Trás-os-Montes – actuei a solo com guitarra clássica, a seguir à boa exibição do coro à capela do BPI. Creio que me correu bem, por três motivos: consegui fixar a atenção do público já que a sua participação foi importantíssima para esta empatia, nomeadamente o rítmo com palmas sempre espontânio; fui bastante aplaudido no final de cada número e, finalmente, após o último número apresentado, tive direito à chamada ao palco para um número extra. Interpretei : “Quando as aves voltam”, “Futebol e Poesia” ( declamação ), “E podes crer” e, por fim, “Melodia das Primaveras”. Considero esta actuação como uma boa performance.

Frassino Machado

Publicado por FRASSINO MACHADO em 24/06/2006 às 16h44



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